sábado, 18 de setembro de 2010

Vivian Seixas!



 No começo de julho, Vivi Seixas foi pela primeira vez ao Cemitério da Saudade, em Salvador, visitar o túmulo do pai. Achou estranho ver ali no chão aquela placa de granito com o nome que está no verso de seu RG - Raul Santos Seixas. Vivi sentou-se na grama. Tinha ao lado sua mãe, e puxou um assunto com o falecido. "Papai, seus fãs são muito chatos." Sem dúvida ela se lembrava da noite do dia 28 de junho, data de aniversário de 60 anos de Raul. Vivi fora escalada para discotecar no bar Opinião, em Porto Alegre, numa festa em homenagem ao Maluco Beleza-Mor. Na segunda música house que Vivi emendou nas pick-ups, chega um sujeito: "Eu não paguei R$ 10 para escutar isso". Na terceira música a pista toda começa: "Raul! Raul! Raul!". Vivi deixa a cabine e vai chorar no backstage [aliás, algo comum na família Seixas. Raul, garante a filha, chorava por qualquer coisa. E lembrou-se também do dia 30 de agosto do ano passado, quando um grande festival aconteceu na Fundição Progresso, no Rio, reunindo muitos artistas fazendo covers de Raul Seixas. Caetano Veloso foi vaiado, Marcelo D2 foi chamado de mercenário e DJ Marlboro tomou latadas do público. Vivi também não agradou. A turba que segue as letras e a imagem de Raul como fundamentalistas só poupou Marcelo Nova e Pitty. "Os fãs do meu pai são muito xiitas. Muito cabeça fechada", desabafa Vivi, "mas aí eu aprendi que papai é uma coisa e meu som é outra. " Há dois anos a filha do papai é DJ, aprendeu com o namorado, o produtor e DJ Lennox, e é isso o que quer fazer da vida. Todo o cachê deste ensaio, por exemplo, ela jura que vai "torrar em vinis". Raul teve duas outras filhas, Simone e Scarlet, com duas mulheres diferentes. Vivi é a caçula, e seu nome de batismo é Vivian Leigh [em homenagem à Vivien Leigh atriz que fez Scarlet O'Hara, em ... O Vento Levou]. E foi essa mesma obsessão pela cultura americana que juntou Raul e Ângela Costa, a mãe de nossa Trip Girl. Quando viu a então secretária na entrada da Warner, Raul disparou um galanteio em inglês. Ângela respondeu no idioma. Em dois tempos juntaram os trapos. Era 1979. Em 81, em São Paulo, nascia Vivi, e Ângela já era mais conhecida como Kika Seixas. A imagem já mitológica de Raul Seixas, mística até, não tem nada a ver com o papai Raul das memórias de Vivi. Enquanto os "chatos" exaltam o "Metamorfose Ambulante", ela se recorda do "Capitão Garfo", o vilão que tinha um talher no lugar da mão e que raptava suas bonecas e usava o congelador como cativeiro. Enquanto os fãs insistem em ver um profeta hippie, Vivi lembra de quando Raul chegava de surpresa em seu colégio no Rio de Janeiro. Naquele tempo ela já morava com a mãe no Rio, separada do pai, que vivia no Brooklin, em São Paulo. Foi lá a última vez em que viu Raulzito.Era junho de 1989, e Vivi estava com a mãe visitando o pai. Saíram juntos pela manhã, os três de mãos dadas, e foram a uma padaria. Raul pediu um chopp, apesar da pancreatite que o afligia há 10 anos e que acabou por matá-lo. Vivi, não sabe exatamente por que, chorou. "Parece que eu estava sentindo. Dois meses depois ele morreu." 

Como não ficar indignado com essa história?, como a filha de um santo homem como Raul Seixas toca essas merdas de musicas? você já ouviu alguma musica dela? se nunca ouviu não desejo que você ouça isso é uma porcaria! porque ela não se liga e não segue o exemplo do pai?  

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